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O ex-deputado federal Carlos Lupi, natural de Campinas (SP), 50 anos, vive desde os três anos de idade no Rio de Janeiro. Ex-jornaleiro, é formado em Administração e casado com a jornalista Angela Rocha, com quem tem três filhos.
Lupi aproximou-se de Leonel Brizola quando ainda era jornaleiro e sua banca ficava em Ipanema, bem perto do hotel onde Brizola se hospedou logo após retornar do exílio, em 1979. O contato casual virou amizade e o grande respeito pelo líder trabalhista fez com que Lupi se engajasse na fundação do PDT, seu único partido até hoje.
Com a morte de Brizola em 21 de junho de 2004, Lupi assumiu interinamente a presidência Nacional do PDT por ocupar, na ocasião, a 1ª. Vice-presidência. O seu bom desempenho na tarefa de substituir Brizola levou o Diretório Nacional do PDT, em março de 2005, a confirmá-lo no cargo. No dia 9 de março deste ano (2007), em nova Convenção Nacional no Rio, Lupi foi reeleito por aclamação para mais dois anos na presidência do PDT.
Em 1983, por indicação de Brizola, Carlos Lupi ocupou o seu primeiro cargo público - o de Coordenador das Regiões Administrativas do Município do Rio de Janeiro, no governo do então prefeito nomeado Marcello Alencar. Em 1990, Lupi elegeu-se deputado federal e fez parte da comissão que elaborou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, sendo considerado deputado nota 10 pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).
Em 1992 Lupi se licenciou da Câmara para assumir a Secretaria de Transportes do município do Rio de Janeiro. Neste período, tornou a passagem de ônibus do Rio a segunda mais barata do Brasil e fez um recadastramento geral dos taxistas, medidas consideradas corajosas e excepcionais. Quando o prefeito Marcello Alencar decidiu romper com Brizola, Lupi não teve dúvidas: deixou a secretaria, reassumiu seu mandato na Câmara e ficou com Brizola. Nesse período assumiu também a vice-liderança da bancada do PDT na Câmara.
Em 1999, por indicação de Brizola e com apoio do partido, Lupi assumiu a Secretaria de Governo de Anthony Garotinho, cargo onde permaneceu até maio de 2000, quando Garotinho rompeu com Brizola e saiu do PDT. Nesta ocasião, pela segunda vez, Lupi trocou o cargo por coerência política e manteve-se fiel a Leonel Brizola e ao PDT.
Como Presidente Nacional do partido, Lupi foi um principais responsáveis pelo bom desempenho do PDT nas eleições de 2006: o partido superou a cláusula de barreira, tornou-se o sétimo do país em total de votos para a Câmara Federal, elegeu dois governadores - Amapá e Maranhão; um senador (Bahia), 24 deputados federais e 66 deputados estaduais.
Entre o 1º e o 2º turno das eleições presidenciais de 2006, pela primeira vez na política brasileira após a redemocratização, Lupi começou a discutir compromissos programáticos com o então candidato a reeleição, presidente Lula. O entendimento evoluiu com intenso debate nas esferas partidárias até culminar com a aprovação, por 85% dos integrantes do Diretório Nacional do PDT, da aliança do PDT com o Governo Lula. Aliança que tem por base compromissos assumidos pelo Presidente como o de não fazer reforma na Previdência que retire direitos adquiridos e - também - o de não tocar na legislação trabalhista.